Edição 62 da Revista Comunicar

Ecologias de aprendizagem na era digital

62

Vol. XXVIII, nº 62, Primeiro trimestre, 1 Janeiro 2020

Editores temáticos
Dr. Mercedes González-Sanmamed – University of A Coruña – Espanha
Dr. Albert Sangrà – Open University of Catalonia – Espanha
Dr. Insung Jung – International Christian University de Tokyo – Japan

CALEIDOSCÓPIO

A correspondência com os editores

editores

COMUNICAR AUTORES
CORRESPONDÊNCIA COM EDITORES
CURTA. CONCISA. DIRETA.

Uma das questões mais complexas para os autores no processo editorial de um manuscrito é decidir quando e por que escrever aos editores de um periódico.

Em primeiro lugar, devemos ter em conta que muitos editores (e o pessoal da publicação como editores assistentes, coordenadores de monografias, membros do Conselho Científico, pessoal técnico, etc.) frequentemente compartilham a atividade da revista com suas obrigações docentes, de gestão e de investigação; ou seja, eles geralmente não são dedicados a essa atividade em tempo integral e dedicação exclusiva.

Tendo entendido isso, devemos levar em consideração que a correspondência com os editores é um recurso EXTRAORDINÁRIO. Alguns aspectos fundamentais para que a correspondência com os editores seja eficaz e cordial, são os seguintes:

  1. Certifique-se de que o que você irá  perguntar  não  está respondido na página web da publicação. A maioria dos e-mails que são recebidos de autores que ainda não enviaram os artigos são geralmente sobre o assunto e o escopo da publicação, até mesmo enviando como anexo ao e-mail o rascunho do manuscrito para o editor lhe contar previamente se “entra” nas linhas da revista. Raramente será obtida uma resposta nesses casos, porque as revistass devem garantir que a revisão seja transparente e objetiva, princípios que poderiam ser comprometidos se um editor emite uma “aprovação” provisória. A melhor maneira de saber se um manuscrito é consistente com o assunto e o escopo da publicação é ler a seção “Sobre” da revista e, mais importante, acessar suas publicações. Na Revista Comunicar, a linha temática é claramente identificada nesta seção ad hoc.
  2. A mensagem deve ser curta, concisa e direta: Se houver alguma dúvida de que a página da publicação não responde, ou é necessário entrar em contato com o editor para um aspecto específico (tempo excessivo de revisão, incidentes com o manuscrito, entre outros); Uma mensagem clara e direta será sempre apreciada. Vejamos o seguinte exemplo:

Prezado editor,

Saudações cordiais. Meu nome é Frank Torres, autor do manuscrito “Identidades no Instagram: Narrativas Contemporâneas em Estudantes de Jornalismo”, identificado com o Código 05567 e enviado em 30/10/2017. Tendo passado mais de 3 meses sem uma resposta sobre o processo de avaliação e verificando que a intranet ainda está “aguardando atribuição”, gostaria de lhe perguntar se há algum problema com o mesmo?

Agradeço antecipadamente por sua resposta.

3.Aguarde um tempo razoável para a resposta: Como já indicamos, os editores costumam compartilhar essa atividade com outras que também exigem muita atenção. Nesse sentido, um lapso de uma semana – hábil /laboral – é um período suficiente para se ter uma resposta. No entanto, tenha em mente os feriados e os períodos de verão do país de residência do editor.

4.No caso de co-autoria, verifique com o autor para correspondência (APC): Outro problema que frequentemente ocorre no caso de co-autores é que a revista manteve o processo de avaliação do autor informado sobre o processo de avaliação. declarou como APC (Autor Correspondente) e ele não compartilhou as informações com seus colegas. Desta forma, é sempre aconselhável que seja o autor declarado como APC que gerencia toda a correspondência com o editor da mesma conta de e-mail com a qual ele se registrou no sistema.

5.Não coloque uma cópia da sua mensagem para todos os membros da publicação: A correspondência com o editor deve ser única e exclusivamente para o endereço de e-mail indicado pela revista para estes casos. No caso da Revista Comunicar, todas as perguntas devem ser feitas para director@grupocomunicar.com

6. Use os meios fornecidos para se comunicar com os editores: Algumas plataformas de gerenciamento de manuscritos permitem consultar o pessoal da revista. Nesses casos, use somente emails externos quando o editor não tiver respondido após um tempo razoável.

Para saber mais sobre este tema, clique aqui.

Post completo publicado originalmente em espanhol no blog ESCUELA DE AUTORES da Revista Comunicar.

 

Autor:  – Tradução: Lilian Ribeiro

As fontes de informação e sua avaliação

Em forma geral podemos chamar de “fontes de informação” a todos aqueles recursos que servem para satisfazer as necessidades informativas de qualquer pessoa, ainda que não tenham sido geradas com este fim.

Já a teoria da informação as define como qualquer origem de informação susceptível de ser representada seja de forma analógica e/ou digital.

Nas fontes se pode encontrar informação e dados importantes acumulados ao longo da história apropriados para uma pesquisa. Como é de se esprar, os resultados de nossa pesquisa também se integrarão a estes, formando parte da tradição científica necessária para outras no futuro.

As fontes da informação podem ser classificadas por diferentes critérios, apesar de todas apresentarem pontos comuns. Dentro das classificações mais usadas podemos observar a relacionada com o nível de informação que aportam:

  1. Fontes primárias: aquelas que contêm informação nova e original obtida como resultado da pesquisa científica, aqui encontramos: monografias, publicações seriadas, documentos oficiais de instituições públicas, relatórios técnicos, patentes, normas, teses doutorais, atas de congressos, entre outras.
  2. Fontes secundárias: aquelas constituídas por informação organizada e elaborada, produto da análise, síntese e reorganização das fontes primárias, entre as quais se encontram: dicionários, enciclopédias, antologias, diretórios, anuários, bibliografias, catálogos, sumários de boletins, índices de citações ou índices de impactos, obras de referência, entre outras.
  3. Fontes terciárias: Aquelas fontes secundárias combinadas com outras, entre elas encontramos: bibliografias de bibliografias ou os repertórios.

As fontes também podem ser classificadas segundo a abrangência da sua informação: fontes gerais e especializadas; ou pelo seu aspecto geográfico: nacionais ou internacionais.

Por outro lado, devido às possibilidades e facilidades que oferecem as TICs, a quantidade de informação que se produz cada dia é maior, principalmente pelo protagonismo ganhado pelos usuários com o desenvolvimento da web 2.0, o aumento do número de revistas digitais, livros eletrônicos, blogs, enciclopédias online, entre outras.

Tudo isto, sem importar o tipo de fonte que necessitemos para nossa pesquisa, torna muito mais difícil encontrar informação referente a nossa pesquisa, portanto é necessário ter em conta uma série de critérios de avaliação da informação.

Uma lista de verificação útil, em forma de perguntas  poderá ser encontrada no post publicado no blog ESCUELA DE AUTORES da Revista Comunicar, onde o leitor encontrará ainda mais conteúdo  sobre o tema aqui analisado e outros que envolvem o mundo da escrita acadêmica.

Post completo AQUI.

Autor:  – Tradução: Jenny De la Rosa

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Edições internacionais, a visibilidade mundial das revistas

Vivemos em um universo global, hoje em dia a ciência não tem fronteiras e salvo a idiomática superada com a língua inglesa, as investigações se movimentam pelo mundo com uma fluidez jamais imaginada.

As revistas científicas de primeiro nível mundial têm como princípio básico sua vocação internacional no seus temas,  seus enfoques, a origem dos seus autores e leitores, suas línguas (especialmente o inglês)…. Sua comunidade científica é global, até mesmo analisando amostras globais, sua abordagem é sempre universal.

Nesse sentido, um critério de qualidade explícito que devem valorar leitores já autores na hora de selecionar suas revistas focus é a projeção internacional da publicação, com indícios claros de superar as fronteiras geográficas e incluso idiomáticas e culturais que em Ciências Sociais foram sempre preponderantes.

As grandes bases de dados de prestígio internacional (WoS e Scopus) tem sempre presente este fator internacional que costuma gerar maior impacto nos seus indexadores principais (Journal Citation Reports em WoS e SJR e CiteScore em Scopus) ainda que o viés nórdico, técnico e anglófono é mais que notável, entre outros motivos pela própria infraestrutura da ciência e o desproporcional reparto da comunidade científica no mundo. Os países do norte, a língua inglesa e as disciplinas técnicas exatas, têm uma imensa presença internacional que só pode-se superar com a internacionalização e outras línguas (como o espanhol e o chinês), o apoio das Humanidades e as Ciências Sociais como máximo exponentes de ciências que se somam aos circuitos das revistas científicas e finalmente por “empoderar” o Sul como sujeito de ciência, com formação de pesquisadores e dotações científicas.

As revistas científicas de primeiro nível são sempre publicações com um profunda e constante vocação internacional e visibilidade mundial.

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Coedições internacionais

“Comunicar” tem uma vocação internacional em todas as suas dimensões. Suas temáticas são de preocupação global, seus conselhos científicos e de revisores estão formados por pesquisadores de todos os continentes e de mais de 50 países, os trabalhos que recebe-se e são publicados  procedem de todos os cantos do mundo… Tudo na revista aspira a recolher a dimensão global da educação e a comunicação para oferecer respostas e alternativas criativas e inovadoras desde a pesquisa… para ser o referente mundial no tema na comunidade científica e na transferência social.

Autor: Ignacio-Aguaded– Tradução Julieti Sussi Oliveira

Post publicado originalmente no blog ESCUELA DE AUTORES da Revista Comunicar.

Cuba. Entrevista a Eileen Sanabria. “Criar redes de colaboração, projetos comuns, diálogo entre quem trabalha a educação para a comunicação”.

Traduzido por: Inês Albergaria (Universidade do Minho/Portugal)

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Eileen Sanabria é a Coordenadora da Rede do Universo Audiovisual da Infância Latino-americana (UNIAL). Investigadora em Educomunicação, Consumo Familiar e Mediações Familiares, em Havana, Cuba.

Referência bibliográfica: Sanabria, E. (2019). Cuba. Entrevista a Eileen Sanabria. «Crear redes de colaboración, proyectos comunes, diálogo entre quienes trabajan la educación para la comunicación». Aularia, 8 (1). pp: 45-52.

Para ver a entrevista completa, clique aqui

A Rede do Universo Audiovisual da Infância Latino-americana (Rede UNIAL) é uma iniciativa fundada em 1986 como parte das atividades do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano. Naquele primeiro encontro, quem fora seu fundador e coordenador durante 26 anos, Pablo Ramos, decide convocar um grupo de investigadores e promotores culturais para uma reunião sobre investigação social aplicada à comunicação com foco na infância. Pelos resultados e relevância das temáticas abordadas, decide-se que este espaço deve ficar permanentemente dentro das atividades do Festival.
Ainda quando os primeiros encontros tentaram ser apenas um espaço informal onde colegas e amigos dialogavam de forma sincera e participativa sobre estes temas, pouco a pouco, a convocatória foi enchendo os espaços de colegas das mais diversas latitudes. Assim, em 1991, decidiu-se criar formalmente a Rede UNIAL.

A iniciação das crianças na filmagem cinematográfica pode vir de múltiplos espaços tanto formais, como alternativos. O principal é que exista um espaço configurado desde a participação real de todos os que fazem parte. Desta perspetiva, defendemos a ideia de ateliês ou espaços de formação onde também é fundamental o papel do agente formador, que pode ser um adulto, jovem ou outra criança que já tenha feito parte de um espaço deste tipo.

Post original em espanhol – Autor: Enrique Martínez-Salanova

EDIÇÃO 61 da REVISTA COMUNICAR

Competência Digital para Professores. Perspectivas e previsões para uma nova escola

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Vol. XXVII, nº 61, Quarto trimestre, 1 Outubro 2019

Editores temáticos
Dr. Juan Carlos Colomer Rubio – University of Valencia – Spain
Dr. Héctor Hernández Gassó – University of Valencia – Spain
Dr. Bård Ketil Engen – Oslo Metropolitan University – Norway

DOSSIÊ
APRESENTAÇÃO

 

Colaboração:

O papel do agressor num cenário de cyberbullying

Traduzido por Ana Duarte (Universidade do Minho/Portugal)

 

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De um modo geral, a temática sobre o cyberbullying centra o seu estudo na análise da vítima, embora seja de grande importância determinar as causas, as variáveis e os fatores que motivam outros a exercer o papel de assediador. É precisamente este o objetivo do artigo que comentamos neste post. Com o título «Fatores sociocognitivos e emocionais na prática de cyberbullying», os autores Elisa Larrañaga, Raúl Navarro e Santiago Yubero, do Departamento de Psicologia da Universidade Castilla-La Mancha, oferecem um perfil rigoroso das variáveis que predizem a prática de cyberbullying, em particular, a relação entre as variáveis sociocognitivas e emocionais com a prática de cyberbullying.

Para o estudo contaram com a participação de 1.062 adolescentes (54% raparigas) com idades entre os 12 e os 19 anos, de seis Escolas de Ensino Secundário de Castilla-La Mancha (Espanha).

O objetivo final do trabalho visa predizer o cyberbullying, e poder atuar com medidas preventivas.

Os resultados alcançados pela investigação foram variados e detalhados, pelo que sugerimos uma leitura pausada para conhecê-los todos, dada a sua grande transcendência para solucionar um dos problemas mais comuns que ameaça a adolescência.

Como citar o artigo:

Larrañaga, E., Navarro, R. y Yubero, S. (2018). Factores socio-cognitivos y emocionales en la agresión del ciberacoso. Socio-cognitive and emotional factors on perpetration of cyberbullying. Comunicar, 56, 19-28. https://doi.org/10.3916/C56-2018-02

Post original em espanhol – Autora: Laura Lopez