Edição 63 apresenta debate necessário sobre igualdade de gênero, mídia e educação

Autora: Vanessa Matos

Dossiê antecipa debates que estão sendo pautados no cenário de pandemia por COVID-19

 Disponível gratuitamente desde o dia 1 de abril, a edição 63 da Comunicar apresenta artigos que se debruçam sobre uma tríade essencial para pensar uma aliança global, principalmente em tempos de pandemia e confinamento social. Apesar de não ter sido inicialmente planejada para este cenário, a edição antecipa debates importantes que agora estão sendo pautados emergencialmente por líderes do mundo todo, tais como a igualdade de gênero e o importante papel da mídia na difusão de informações educativas.

Oriundos de três diferentes continentes, os editores temáticos – Dra. María-Soledad Vargas-Carrillo da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso (Chile), Dr. Francisco-José García-Ramos da Universidade Complutense de Madrid (Espanha) e Dra. Alexandra Wake da Universidade RMIT (Austrália), selecionaram, para este dossiê, pesquisas que abordam a presença de conteúdos que versam sobre gênero em currículos de curso de Comunicação Social, a representação da mulher no YouTube, a influência dos stories do Instagram sobre a atenção segundo o gênero, abordagens da imprensa sobre o feminicídio e uma revisão sistemática sobre o tema da igualdade de gênero e TICS em contextos educativos.

A seção Caleidoscópio apresenta pesquisas sobre a importância da comunicação familiar e pedagógica no combate ao bullying (tanto em contextos presenciais quanto em virtuais), estudo do impacto dos laços de amizades em redes sociais virtuais entre alunos e professores, a relação entre depressão em adolescentes e uso abusivo da internet e várias outras investigações que, com certeza, ajudarão o leitor a compreender com mais profundidade os desafios e perspectivas dessa tríade tão necessária para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Acesse agora mesmo a Edição 63 da Revista Comunicar.

Edição 63 da Revista Comunicar

Igualdade de gênero, mídia e educação: Uma aliança global necessária

Vol. XXVIII, nº 63, Segundo trimestre, 1 Abril 2020

Editores temáticos
Dr. Francisco-José García-Ramos – Complutense University of Madrid – Spain
Dr. María-Soledad Vargas-Carrillo – Pontifical Catholic University of Valparaíso – Chile
Dr. Alexandra Wake – RMIT University – Australia

DOSSIÊ………………………………………………………………………APRESENTAÇÃO

Igualdade de gênero e TICs em contextos educativos formais: uma revisão sistemática. María-Paz Prendes-Espinosa, Murcia (Espanha)Pedro-Antonio García-Tudela, Murcia (Espanha) & Isabel-María Solano-Fernández, Murcia (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-01

Os estudos de gênero nos cursos de Comunicação. Francisco-José García-Ramos, Madrid (Espanha)Francisco-A. Zurian, Madrid (Espanha) & Patricia Núñez-Gómez, Madrid (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-02

A mulher no YouTube: representação e participação por meio da técnica Web Scraping. Uxía Regueira, Santiago de Compostela (Espanha)Almudena Alonso-Ferreiro, Vigo (Espanha) & Sergio Da-Vila, Santiago de Compostela (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-03

A influência dos stories do Instagram sobre a atenção e a emoção, de acordo com o gênero. Joan-Francesc Fondevila-Gascón, Barcelona (Espanha)Óscar Gutiérrez-Aragón, Gerona (Espanha)Meritxell Copeiro, Gerona (Espanha)Vicente Villalba-Palacín, Barcelona (Espanha) & Marc Polo-López, Barcelona (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-04

Vítimas e autores de feminicídio na linguagem da imprensa escrita mexicana. Elizabeth Tiscareño-García, Monterrey (Mexico) & Oscar-Mario Miranda-Villanueva, Monterrey (Mexico)https://doi.org/10.3916/C63-2020-05

SEO e os cibermeios: da empresa às salas de aula. Carlos Lopezosa, Barcelona (Espanha)Lluís Codina, Barcelona (Espanha)Javier Díaz-Noci, Barcelona (Espanha) & José-Antonio Ontalba, Valencia (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-06

CALEIDOSCÓPIO

A influência da comunicação familiar e pedagógica na violência escolar. Miguel Garcés-Prettel, Cartagena de Indias (Colômbia)Yanin Santoya-Montes, Cartagena de Indias (Colômbia) & Javier Jiménez-Osorio, Cartagena de Indias (Colômbia)https://doi.org/10.3916/C63-2020-07

Ser ou não ser amigo dos professores nas redes sociais: as perspectivas dos estudantes universitários. Zeynep Turan, Erzurum (Turquia)Levent Durdu, Kocaeli (Turquia) & Yuksel Goktas, Erzurum (Turquia)https://doi.org/10.3916/C63-2020-08

Vozes domesticadas e falsa participação: Anatomia da interação no podcasting transmedia. David García-Marín, Madrid (Espanha) & Roberto Aparici, Madrid (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-09

Usos problemáticos da internet e depressão em adolescentes: metanálise. Raquel Lozano-Blasco, Zaragoza (Espanha) & Alejandra Cortés-Pascual, Zaragoza (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-10

Colaboração:

 

América Latina: Iniciativas de fact-checking, alternativas face às fake news

Tradução: Marisa Carneiro e Maria Moreira (Universidade do Minho/Portugal)

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No atual ecossistema informativo, a proliferação de fake news ganhou grande visibilidade, sobretudo por causa da instabilidade causada em diferentes contextos.

Os jornalistas, meios de comunicação, investigadores, governos, professores e a sociedade em geral, veem com preocupação a facilidade com que as informações intencionalmente modificadas circulam nas redes sociais e são partilhadas como verdadeiras.

A proliferação das fake news requer atenção e ação imediata, as medidas tomadas até ao momento pelos governos de diferentes países têm sido escassas e pouco efetivas e, na maioria dos casos, está relacionada com a regulação da internet, o que abre espaço a iminentes formas de censura.

Face a isto, a partir de diferentes países as iniciativas de fact-checking a nível global parecem ser, neste momento, a alternativa para fazer frente à desinformação, enquanto se consolidam processos de alfabetização mediática e digital, que seriam a alternativa a longo prazo.  Isto não descarta a necessidade de um melhor exercício jornalístico centrado nos princípios éticos da profissão.

Um fator chave das iniciativas de fact-checking, que nos últimos meses tem ganhado popularidade nos países da América Latina, é que todas elas são lideradas por jornalistas que assumiram a responsabilidade de verificar notícias e rumores difundidos através das redes sociais.

A grande maioria destas iniciativas têm surgido de forma independente, outras partem de grupos de investigação ou de faculdades de comunicação e jornalismo, e o seu financiamento provém de atividades de crowdfunding,  entre outras merecedoras de análise, uma vez que, além do mais, constituem novos modelos de negócio no jornalismo.

No entanto, a verificação da informação não é um exercício recente, nem que surgiu no contexto das notícias falsas; de acordo com o blog Periodismo en las Américas delKnightcentersites de fact-checking surgiram a partir de 2014 na América Latina, e em 2010 já existiam nos Estados Unidos.

Na página do Duke Reporters’ Lab podemos verificar a existência de 20 espaços online de fact-checking em países como México, Cuba, Venezuela, Argentina, Chile, Brasil, Colômbia e Uruguai, Equador, Peru, El Salvador e Guatemala.

Certamente, o processo de verificação de informação deve ser maioritariamente desenvolvido não só por jornalistas e meios de comunicação, mas também pelo cidadão que consome a informação.Apesar disso, as iniciativas que deram início ao processo confirmam que a formação dos jornalistas é imperativa, assim como o desenvolvimento de competências no uso e consumo da informação de forma geral.

Autora: Claudia Rodríguez-Hidalgo – Post original em espanhol

Esta publicação faz parte do projeto de tradução coordenado pela Dra. Lola Lerma Sanchis.

Cover Letter: o primeiro passo para publicar seu trabalho

O artigo científico se converteu na joia da coroa nos atuais domínios acadêmicos de acreditação e de reconhecimento de grupos de investigação, pelo qual a importância de passar ao processo de revisão quando os autores enviam seu manuscrito para uma publicação, se converte em um fato de importância vital no ciclo acadêmico. Sem dúvida, a qualidade teórica e metodológica do trabalho, assim como os resultados  e contribuições ao âmbito da ciência que estuda serão fundamentais para uma avaliação positiva dos revisores.

Mas que elemento é fundamental para que o editor da equipe editorial, uma vez enviado o artigo para a plataforma, abra ao nosso artigo as portas ao processo de revisão da revista?  O cover letter.

 Cover letter

 A carta de apresentação ou cover letter é o primeiro documento que o editor abrirá quando se faz um envio a uma revista científica. Será o primeiro que o editor comprova para decidir, sem abrir o manuscrito, se teu envio começa o tão desejado processo de avaliação ou, pelo contrário, te manda uma carta de recusa por aspectos formais. Trata-se, pois, da chave que permitirá a todo autor começar ou não no processo de avaliação.

Quer saber mais sobre este tema? Clique aqui e leia este post na íntegra no blog Escola de Autores da revista Comunicar.

Autora: Ana Perez Escoda – Tradução: Lilian Ribeiro

O que a Academia Premium oferece ao acadêmico?

O fenômeno das redes sociais acadêmicas jé tem vários del panorama científico. As redes acadêmicas personalizaram as características das plataformas sociais genéricas para adaptá-las ao contexto acadêmico, priorizando a produção científica como parte essencial do currículo dos indivíduos e permitindo o acesso geral. As redes sociais acadêmicas têm servido a dois propósitos principais. Em primeiro lugar, elas têm um propósito social, e permite que os acadêmicos se conectem virtualmente e interajam entre si. Em segundo lugar, servem como repositórios de trabalhos, pelo qual os autores aumentam a  visibilidade de seus trabalhos e os leitores adquirem uma via de acesso que é especialmente interessante quando o acesso aos trabalhos é pago. O que chama a atenção é que algumas redes como Academia.edu incorporam opções de pagamento para seus usuários. O propósito do presente texto é analisar as características da Academia Premium e suas vantagens.

Além das funções de conectividade e repositório de trabalhos, as redes sociais acadêmicas têm uma utilidade extra, funcionam como redes laborais, um Linkedin para professores que permite que as universidades acessem milhares de currículos para poder contratar. Isso é particularmente útil em sistemas universitários dinâmicos como o estadunidense, no qual o mercado de trabalho acadêmico se caracteriza por uma forte mobilidade dos professores e uma constante progressão, em que o êxito de una universidade se apoia em grande medida em departamentos de Recursos Humanos que sabem identificar e atrair os melhores professores a suas instituições. O curioso é que inscrição Premium que gerencia Academia.edu seja muito parecida, em suas opções, à versão paga da Linkedin.

Depois de pouco mais e um mês de teste da versão paga da Academia.edu (em 15 de maio ela não será renovada), chegou-se à conclusão de que é um produto interessante, com característica corretas, especialmente, não sendo especialmente dispendioso com quatro serviços de qualidade que podem ser úteis para o pesquisador.

– Controle de Citação. Talvez o que o sistema tem de mais interessante é o controle exaustivo de citações que realiza sobre os documentos indexados na plataforma. Para isso, baseia-se na concordância de seu nome e sobrenomes, assim como com os títulos dos trabalhos que previamente foram incorporado a plataforma como autor, permitindo identificar um infinidade de documentos. Inicialmente, havia lido algum autor que declarava que identifica mais trabalhos que o Google Scholar. Minha experiência é que todos os trabalhos citado que me identificaram também haviam sido identificados no Google Scholar e que este reconhecia ainda mais citações.

– Estatísticas de Visitas. A versão Premium de Academia nos mostra, por todo período de tempo que estivemos registrados, as estatísticas de visitas em detalhe. O que se visitou? Quando? E em relação às características do visitante podemos conhecer aspectos como de que países, cidades, universidades ou posições acadêmicas não estão visitando, bem como a origem das visitas (GoogleFacebook, etc.). Isso nos permite estudar em detalhe o impacto que temos em general ou cada um de nossos trabalhos. Ademais, podemos descarregar no excel um conjunto de dados com todas as visitas desde que nos registramos pela primeira vez na Academia. No meu caso houve uma grande correlação entre os países que visitei (fisicamente) e as datas e os perfis que me visitaram.

Fig 1. Países de onde visitaram meu perfil

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Para saber mais sobre o tema, clique AQUI e leia este post completo no Blog Escola de Autores da Revista Comunicar.

Autor: Rafael Repiso – Tradução: Mirelle Freitas

Apoiar a educação, o desenvolvimento da ciência e a cultura como motores principais da paz

Tradução: Eva Contreras da Cunha e Lara Sofia Dias – Universidade do Minho (Portugal)

Anexamos o Manifesto que é uma iniciativa de um grupo de professoras e professores universitários de Segóvia do Campus Maria Zambrano da Universidade de Valladolid que fazem extensivo, inicialmente, a todos os homens e mulheres e Ibero-América dos âmbitos da Educação, da Ciência, da arte e da Cultura. Este é o princípio de uma cadeia de ações de paz, pela Educação, pela Ciência e a Cultura e para a conservação do planeta.  O presente manifesto é um primeiro passo.

Solicitam apoios e a difusão do Manifesto. Estamos numa fase muito inicial e querem contar com o maior número de apoios nestas primeiras semanas sem ter que recorrer a plataformas como Change.org ou AVAAZ. Querem conseguir a sua extensão num primeiro nível partir do testemunho pessoal de professoras e professores de todos os níveis educativos, pessoas dedicadas à Ciência, à Arte e à Cultura.

Agustín García Matilla, no seu nome e no dos outros co-autores e primeiros assinantes do Manifesto.

PELA DEFESA DO NOSSO PLANETA. CONTAMOS COM OS VOSSOS APOIOS.

COM A NOSSA PARTICIPAÇÃO PODEMOS INFLUENCIAR NA CONSTRUÇÃO DESSE MUNDO MELHOR, MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO.

Pode ler el manifesto completo: https://bit.ly/2VNrDRO

Pode assinar o teu apoio ao manifesto:  https://bit.ly/2PRoWt1

Pode ver uma primeira notícia: https://bit.ly/2Y7SPbw

Post original em espanhol – Autor:

Esta publicação faz parte do projeto de tradução coordenado por Lola Lerma Sanchis e Lilian Ribeiro.

Temáticas emergentes. Uma fonte de inspiração para a pesquisa

tematicas emergentes

Falar de temáticas emergentes e tópicos de pesquisa é falar sobre um dos principais parâmetros que deve-se ter em conta quando se deseja publicar em revistas de alto impacto.

O índice de impacto preocupa aos autores, quando se trata de publicar em revistas melhor posicionadas e portanto, com um índice de impacto mais alto, mas também é uma preocupação das revistas porque esse é o modo como são classificadas e posicionadas em um lugar mais relevante do ranking da área.

O índice de impacto é obtido através de um cociente entre o número de manuscritos publicados nos dois últimos anos e as citações recebidas, das revistas da mesma fonte de indexação nesse período.

Para aumentar as citações, e consequentemente o índice de impacto, as revistas devem selecionar temáticas emergentes, porque são uma fonte direta na hora de conhecer por onde se move a pesquisa em um determinado campo. Ademais, os congressos das distintas áreas, devido ao seu imediatismo, também são um fórum no qual procura-se refletir e aportar dados de pesquisa dos temas que, em um determinado momento, estão mais atuais.

Levando em conta estas considerações este é o motivo porque propomos uma dupla via na hora de procurar quais são os temas emergentes de um campo determinado.

 

Se você quer saber mais sobre este tema, leia o post na íntegra, clicando  AQUI. Publicação da Escola de Autores da Revista Comunicar.

 Autor do texto em espanhol  Tradução: Julieti-Sussi Oliveira