Vânia Quintão nos deixou, mas permanece eterna em nossos corações -Coeditora internacional da Comunicar no Brasil

Autor: Ignacio Aguaded– Tradução de Lilian Ribeiro

Estamos de luto em Comunicar. Estamos tristes porque acima de tudo somos uma família de pesquisadores de todo o mundo que compartilhamos laços de amizade e afeto. Vânia Quintão nos deixou: a voz e o otimismo da Comunicar no Brasil. Ela exerceu convicta e otimista como Coeditora internacional e impulsionou a revista, como ninguém, em todo este país-continente. Ela acreditava na educomunicação e a praticava com seus alunos, com seus colegas, com os pesquisadores. Vânia sempre sorria, sempre via o lado positivo, mesmo quando as pessoas falhavam ou não respondiam. Soube criar uma equipe e foi lider em sua universidade. Em Comunicar sempre foi uma luz que brilhava sem parar, iluminou a todos nós.

Ela era Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (Brasil) e tinha pós-vaniadoutorado na Universidade de Sevilha (Espanha); especialista em Gêneros Televisivos pela Universidade Internacional de Andaluzia (Huelva, Espanha), bem como um Mestrado em Tecnologia Educativa. (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e uma Licenciatura em Matemática (Universidade Federal de Minas Gerais). Ela era uma mulher enciclopédica com uma vasta formação integral da ciência à tecnologia, educação e comunicação. Mulher sábia e otimista que soube partilhar com os outros … Sua experiência profissional foi exercida na Universidade de Brasília, em plena capital do país, como Professora Associada nível 3.

 

Visitá-la em sua cidade e em sua Universidade foi um prazer naquela cidade imensa e larga, irradiada pela luz e rodeada pela natureza. Andar com ela, conversando assuntos humanos e divinos, da universidade e o progresso era um infinito prazer … Toda vez que tive a oportunidade de ir a essa cidade, Vania estaba envolvida e com ela e através dela vieram muitas pessoas e muitos saberes … pudemos escutar samba, visitar as  infindáveis esplanadas de uma cidade branca e de luz, onde ela sempre brilhou com seu sorriso, mesmo quando apareceu a doença, resistiu sempre convencida de que esta não iria ganhar. No final, não pôde ser, mas sua memória fica gravada como um exemplo de determinação, de força … modelo para todos.

Vânia L Quintão CarneiroVânia era uma mulher enciclopédica e polivalente, possuía experiência nas áreas de pesquisa e de produção em televisão e educação. Publicou diversos artigos sobre programação de TV, audiências infanto-juvenis, formação de educadores em comunicação audiovisual, educação a distância, TV na escola, mídias, educação e competências midiáticas … para as novas gerações será um caso admirável como evoluiu da matemática para a  educomunicação. Entre suas muitas tarefas universitárias, coordenou a área de Educação, Tecnologia e Comunicação da Faculdade de Educação no Programa de Pós-Graduação e no Curso de Pedagogia. Foi líder do Grupo de Pesquisa Educamídia (UNB / CNPq), mas queremos destacar especialmente nessas notas de louvor a sua pessoa, que foi a Coeditora Internacional da Revista Comunicar no Brasil, cargo que exerceu com dignidade e valentia, com entusiasmo e otimismo, com perseverança e bom trabalho …

Hoje, caríssima Vânia, no dia em que você nos deixa e vai voar a outros mundos, queremos lhe dizer com todo carinho e afeto, que você continua em nossos corações, que te amamos e que você não vai, porque temos você na memória e no presente conosco, muito perto …

Notas curriculares de Vânia: https://bit.ly/2GjNOss

 

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Gestores de referências

Um dos aspectos que provoca mais dores de cabeça aos investigadores na hora de elaborar seus relatórios, artigos, etc. é a gestão das referências bibliográficas, principalmente em autores novatos. Entretanto, esta é um tarefa crucial que deve acompanhar a leitura e que se for bem feita desde o início evitará muitos problemas posteriores.

Gestores

Os gestores de referências que surgem com o domínio das tecnologias facilitam esta tarefa trazendo grandes vantagens ao entediante trabalho de guardar as referências, organizá-las e adequá-las à norma correspondente, que, além disso, pode variar de uma publicação para a outra, com o consequente esforço de precisar adaptá-las uma vez que o artigo esteja elaborado. Por isso sempre se recomenda selecionar previamente a revista para a qual se destina o texto, para evitar surpresas inesperadas; ainda que contemos com a ajuda de um gestor bibliográfico.

Quer saber mais sobre este tema? a autora Águeda Delgado-Ponce, com a tradução de Lilian Ribeiro nos revela detalhes no blog ESCOLA DE AUTORES da Revista Comunicar.

Para ler o post completo clique AQUI.

Preprint / Postprint

preprint

Os benefícios principais de usar preprints são:

  • Acesso aberto de forma imediata ao artigo.
  • Obtém mais comentários sobre seu trabalho por parte de colegas antes de ser publicado o manuscrito.
  • Os preprints aumentam a quantidade de downloads e como conosequência a visibilidade dos autores, seus trabalhos e, possivelmente, as citações.
  • Diminui de forma importante o atraso na publicação dos artigos, que causa grandes frustrações e reclamações.

Há revistas como a Comunicar, Profesorado e RED, que incentivam aos autores a arquivarem seus artigos uma vez publicados em redes sociais acadêmicas como ResearchGate e Academia.edu, nos quais já se pueden encontrar milhões de documentos, tanto preprints como postprints, a disposição dos investigadores.

Quer saber mais sobre este importante tema? leia o post completo, do autor Raidell Avello Martínez e tradução de Mirelle Freitas no blog ESCOLA DE AUTORES da Revista Comunicar.

Palavras-chave

Palavras chave

As palavras-chave formam junto com o título e o resumo, os metadados de um artigo e constituem a “carta de apresentação” de uma publicação cientifica.

O autor de um artigo científico necessita afinar suas capacidades pesquisadoras para acertar na hora de escolher os termos que melhor representem o tema do seu trabalho, e sobretudo, a particularidade da sua contribuição. Nesse sentido, a seleção das palavras-chave deve ser feita com tranquilidade e reflexão, e pensando no leitor do trabalho, já que elas definem o conteúdo do artigo. Este aspecto é de suma importância se queremos que nosso artigo seja encontrado por outros pesquisadores do nosso âmbito de estudo, porque deste modo garantimos sua divulgação e também o seu impacto na comunidade cientifica.

Portanto as palavras-chave têm dupla função na pesquisa científica, descrevem as características principais de um artigo, aumentando a sua divulgação, e por outro lado, facilitam a procura e seleção dos trabalhos que mais nos interessam entre a variedade de trabalhos existentes.

Como escolher as palavras-chave mais apropriadas, qual é o tesauro mais reconhecido e mais recomendado, quantas palavras-chave são exigidas pelas revistas científicas, dentre outras questões, leia este post completo na ESCOLA DE AUTORES da Revista Comunicar. O texto é de Rosa Garcia Ruiz e a tradução de Julieti-Sussi Oliveira.

A Escola de Autores de Comunicar insiste na importância das palavras-chave que selecionamos em cada artigo, considerando que nos identificam como pesquisadores, demostram nossos interesses a outros estudiosos e definem a qualidade e a coerência de nossa trajetória como pesquisadores.

Edição atual da Revista Comunicar

Artivismo: arte e engajamento social em um mundo digital

Vol. XXVI, nº 57, Quarto trimestre, 1 Outubro 2018

Editores temáticos
Dr. Eva Aladro-Vico – UCM – Spain
Dr. Olga Bailey – NTU – United Kingdom
Dr. Dimitrina Semova-Jivkova – UCM – Spain

Dossiê

 

Caleidoscópio

Nativos digitais: consumo, criação e difusão de conteúdos audiovisuais online

Ainhoa Fernández-de-Arroyabe-Olaortua, Bilbao (Espanha)Iñaki Lazkano-Arrillaga, San Sebastián (Espanha) & Leyre Eguskiza-Sesumaga, Bilbao (Espanha).

https://doi.org/10.3916/C57-2018-06

Funções sociais dos YouTubers e sua influência na pré-adolescência

Sue Aran-Ramspott, Barcelona (Espanha)Maddalena Fedele, Barcelona (Espanha) & Anna Tarragó, Barcelona (Espanha).

https://doi.org/10.3916/C57-2018-07

Para compreender as vidas digitais de crianças na China e na Austrália

He Gou, Pekín (China) & Michael Dezuanni, Brisbane (Austrália).

https://doi.org/10.3916/C57-2018-08

Formação universitária sobre o empreendedorismo em projetos empresariais de comunicação e jornalismo

Pedro Aceituno-Aceituno, Madrid (Espanha)Andreu Casero-Ripollés, Castellón (Espanha)José-Joaquín Escudero-Garzás, Gainesville (Estados Unidos) & Carlos Bousoño-Calzón, Madrid (Espanha).

https://doi.org/10.3916/C57-2018-09

Os estudos sobre o rádio: uma visão geral da academia ibero-americana

Teresa Piñeiro-Otero, A Coruña (Espanha) & Daniel Martín-Pena, Badajoz (Espanha).

https://doi.org/10.3916/C57-2018-10

Vitor Reia, educomunicador que lançou pontes – In memoriam 17-08-2018

Autor:  Ignacio-Aguaded – Tradução Lilian Ribeiro

Hoje todos os educadores e comunicadores do mundo lamentam a perda de uma das mais notáveis e sábias referências que a educomunicação teve nas últimas décadas.

Vitor

Vitor Reia Baptista não foi só a primeira luz da pedagogia das mídias em Portugal. Desde sua pequena Faro, no Algarve português, iluminou o país, a península e quase toda Europa com sua sabedoria como pessoa e como profissional. Os que tivemos a sorte de conhecê-lo e vivê-lo de perto, desfrutamos de seu talante, seu olhar profundo, sua palavra certeira, sua simplicidade de espírito se fazia real em seu saber estar e principalmente em sua facilidade com as línguas: inglês, francês, sueco, espanhol… e, claro, um português doce e musical que cativou os neófitos com sua conversa lenta e suas palestras sensatas sobre o mundo da comunicação e da educação, permanentemente submetidas a mudanças aceleradas.

Primeiro foi a imprensa, mas logo se apaixonou por cinema (sua grande paixão), rádio, novas mídias … Sempre atualizado e sensível foi a voz educomunicativa mais poderosa e exemplar do nosso amado Portugal na Europa por décadas.

Vitor2

Recordações se acumulam neste dia triste em que se despede deste mundo, mas sua memória permanece, ainda mais forte e mais persistente que a própria realidade. A história é revivida ainda mais fortemente do que o presente. Lembro-me de nossas viagens a Bolonha com projetos europeus, ou a Bruxelas ou Paris … se acumulam as imagens de reuniões, dias, semanas de cinema, seminários … sempre jogando pontes e procurando aquele pan-ibérico que sempre o caracterizou. Em 1995, organizamos juntos o nosso primeiro encontro hispano-português, que até então era um desafio entre a instável Universidade de Huelva, recém-criada, e a vizinha Universidade do Algarve. O encontro, presságio de sua vida e de nosso relacionamento perpétuo como “irmãos”, intitulamos “Lançando pontes, abrindo fronteiras”, em sintonia com a recém inaugurada ponte internacional que abriria o rio Guadiana pela primeira vez para os dois países do sul.

Toda a sua vida foi justa e simplesmente isto: romper barreiras, projetar pontes em um mundo convulsivo onde a educação tinha que ser o farol permanente para a comunicação. A Europa perde com Vítor um dos maiores educomunicadores com a maior visão do continente. Sua vida sempre foi uma peregrinação. Desde tenra idade, optou pela democracia e sua oposição à ditadura de Salazar … viajou por toda a Europa (Paris, Alemanha …) e acabou na Suécia, onde logo começou a ensinar como professor universitário em Lund. Naquele país, teve a sorte de conhecer a maravilhosa Margot, uma sueca única que o acompanharia em todas as suas peregrinações e que seria sua alma gêmea. O alvoroço da democracia portuguesa e a criação da primeira universidade no sul de Portugal empurrou o jovem casal do frio nórdico para o calor meridional do Algarve … Vítor praticamente “fundou” a Universidade do Algarve e esta seria a sua casa, a sua morada, para a vida, mas sempre transcendeu o local, o provincial … Ele já havia vivido a “Europa” antes de estar satisfeito e viu no projeto europeu a projeção de nossa juventude rumo a um mundo mais democrático e tolerante.

Seu jeito tranquilo, seu tom moderado, seu discurso pausado … não pareciam sintonizar bem com sua ideologia progressista, sua visão europeista, sua atitude iconoclasta e heterodoxa … Sua tese de graduação da Suécia era sobre “a pedagogia herética do cinema de Buñuel”. Do norte ele assistiu com espanto o cinema universal buñuelista desde sua perspectiva inovadora … marcando sua vida (nós dois sempre planejávamos ir a Calanda para nos dar uma dose de 24 horas de zumbido de tambores com nosso amigo aragonês Fandos … sem dúvida, ficou como tarefa pendente para os três para a outra vida e vamos fazê-lo …).

Tive a sorte de viver muitas coisas com ele …  trabalhar os dois juntos e paralelamente em nossas teses de doutorado que falavam de coisas que ninguém dizia e que eram precursoras dos novos tempos …    Contei com a sorte de presidir sua banca de “tese de doutoramento “e depois de estar em sua vaga de professor assistente … eu me senti como um discípulo examinando o professor, mas desfrutei, como sempre, do seu verbo infinito, da sua palavra transparente e sua sensatez de homem bom e revolucionário ao mesmo tempo.

Os 25 anos da revista “Comunicar”, que acontece neste próximo mês de outubro, são também o quarto de século de Vítor Reia; Ele sempre esteve presente, desde o começo, empurrando, encorajando, sorrindo … ele era nosso rosto português, sentido e vivido. Passeamos os dois por muitos lugares da Espanha e de Portugal … mas eu me lembro especialmente da noite de fados em Alfama,sua terra natal, percorrendo ruas infinitas, com a luz anódina da noite lisboeta… Era um luxo como mestre, como professor, como amigo … e no ambiente mágico das memórias de sua infância se descobria ainda mais esse maravilhoso ser que nele existia…

Partilhamos muitas cumplicidades e muitos momentos descontraídos na sua casa e na minha … com os nossos infindáveis churrascos … de carapaus em frente da ilha virgem da Fuzeta (Portugal) ou a sua irmã gémea em Nueva Umbría (Espanha) … apaixonados pelo oceano, pelo céu e pela terra do sul, com nossas almas gêmeas, Amor e Margot.

Lutou até o último momento … e sempre quis continuar na brecha dando luz … ficaram muitas coisas pendentes: teses compartilhadas (a de Filipa), viagens ao Brasil (com nossa querida Gabriela) … e nossos tambores de Calanda que agora, hoje e por muitos dias ressoarão em permanente e eterno tributo a um homem grande e simples, revolucionário e sábio, emotivo e sentimental … um homem bom e um excelente educomunicador.

Vítor era um vitalista radical que acreditava nas pessoas de forma universal. Para este dia de seu trânsito, estou convencido, nunca quis tristeza … mas felicidade eterna … alegria de viver e lembrar de momentos inesquecíveis.

Vítor, não vá! …  Continue sempre conosco, não só porque precisamos de você como uma tocha, farol educomunicador, mas porque a memória das pessoas boas é mais forte e mais persistente e eterna … do que a própria realidade.

“Cyberbullying: A ameaça sem rosto” -Edição Atual da Revista COMUNICAR

Cyberbullying: A ameaça sem rosto

Vol. XXVI, nº 56, Terceiro trimestre, 1 Julho 2018

Editores temáticos
Dr. Pilar Arnaiz – University of Murcia – Spain
Dr. Elaine Prodócimo – State University of Campinas – Brazil
Dr. Fuensanta Cerezo – University of Murcia – Spain