A Rede Alfamed celebra seu IV Congresso Internacional sobre Educomunicação

 

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Santo Domingo, capital da República Dominicana, foi palco do IV Congresso Internacional da Rede Interuniversitária Euro-Americana de Pesquisa em Competências midiáticas para a Cidadania (Alfamed), realizada na última semana de maio de 2019. A entidade é presidida por Ignacio Aguaded, professor da Universidade de Huelva, Espanha, e diretor da Revista Comunicar.

O evento, que aconteceu no Hotel Sheraton, próximo ao centro histórico da cidade, abordou o tema “Competência Digital: do acesso ao empoderamento”, com a participação de aproximadamente 200 participantes, sendo 50 deles especialistas de países ibero-americanos e o restante , profissionais da educação afiliados às redes públicas das diferentes regiões do país.

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Ignacio Aguaded, professor da Universidade de Huelva, preside a Alfamed

Todas as informações fornecidas pelo presidente da ABPEducom, Ismar Soares, podem ser encontradas aqui

Post no blog da Revista Comunicar em espanhol

Mari Carmen Caldeiro -Tradução: Lilian Ribeiro

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Os vídeos de adolescentes no YouTube: Características e vulnerabilidades digitais

Tradução de Cláudia Teixeira (Universidade do Minho/ Portugal)

Autora: Ana Sedeño (texto original em espanhol)

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Todos temos consciência da importância do conteúdo audiovisual nas mensagens, especialmente quando se trata da população adolescente. “Os vídeos de adolescentes no YouTube: Características e vulnerabilidades digitais” é um artigo académico publicado no número 54 da Revista Comunicar, de Manuel Montes-Vozmediano, AntonioGarcía-Jiménez e Juan Menor-Sendra, da Universidade Rey Juan Carlos em Madrid, que aprofunda este tema com tantas implicações.

O texto desenvolve uma excelente revisão do quadro teórico e das investigações precedentes sobre identidade, vulnerabilidade e credibilidade em adolescentes, a sua relação com os vídeos mais vistos e as suas criações visuais. Através da análise do conteúdo de 400 vídeos, o objetivo é identificar situações de vulnerabilidade e riscos dos vídeos realizados, analisar as características de género e o nível de impacto nas plataformas como o YouTube, e ainda conhecer quais os conteúdos e o número de visualizações que têm. São várias as categorias de análise e descrevem amplamente todo o leque de diferenças nestas questões.

Alguns resultados a destacar são que a maioria dos vídeos analisados são de autor desconhecido, cerca de 25,3%, e que, entre os vídeos feitos por eles próprios, em 68,3% dos casos a identidade dos menores não é protegida.

O objetivo da investigação está relacionado com a credibilidade e o conteúdo que eles próprios dão aos seus vídeos, daí a importância de que, através deles, se apercebam dos perigos. Assim, os autores alertam para a necessidade de formar os adolescentes para que utilizem a linguagem audiovisual em seu proveito e protejam suficientemente a sua identidade, também nos formatos visuais.

O artigo pode ser consultado aqui.

Imagem de:http://recursostic.educacion.es/bancoimagenes/web/ com licença de Creative CommonsAttribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported (Reconocimiento-NoComercial-CompartirIgual) (CC BY-NC-SA 3.0)

 

Edição 59 da Revista Comunicar

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Mídia móvel emergente. Convergência comunicativa no cenário dos novos meios de comunicação social

Vol. XXVII, nº 59, Segundo trimestre, 1 Abril 2019

 

Editores temáticos
Dr. Xosé López – Universidade de Santiago de Compostela – Espanha
Dr. João Canavilhas – Universidade de Beira Interior – Portugal
Dr. Oscar Westlund– University of Gothenburg – Suécia

 

 

Apresentação

Artigos

 

Mediação parental do uso da Internet em alunos do ensino básico: crenças, estratégias e dificuldades.

Tradução de Kelly Torres (Universidade do Minho/Portugal)

Autora: Sara Román – original em espanhol

 

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Na nossa sociedade atual, um dos desafios mais importantes é garantir que os jovens e adolescentes possam obter os benefícios oferecidos pela Internet, minimizando os riscos. Daí a importância da “mediação” entendida como gestão parental no uso responsável das crianças com os meios de comunicação.

A investigação, realizada pelas professoras Isabel Bartau-Rojas, Ana Aierbe-Barandiarán e EiderOregui-González, da Universidade do País Basco, tem como objetivo analisar as crenças e práticas quotidianas que utilizam as mães e os pais para promover o uso responsável dos meios de comunicação pelos seus filhos e as suas filhas. Utilizou-se uma metodologia qualitativa através da técnica de Grupos de Discussão em quatro centros de Educação Primária de Guipúscoa. O estudo revela que essa questão suscita grande preocupação e que a mediação parental estabelecida com os jovens tende a ser mais negativa do que positiva, e mais reativa do que proativa. Algumas das dificuldades que os pais e as mães percebem ao ajudar os seus filhos e as suas filhas são a falta de experiência ou habilidade no uso da rede, ou a dificuldade para estruturar e supervisionar adequadamente o uso dos meios de comunicação pelos seus filhos e filhas. Os resultados corroboram a necessidade de desenvolver a competência digital nos progenitores, de elaborar um protocolo de ação conjunta família-escola e de oferecer recursos de formação mais variados e melhores a partir da política educacional.

Pode aceder ao artigo completo, publicado no nº 54 da Revista Comunicar, clicando aqui.

Como citar este artigo:

Bartau-Rojas, I., Aierbe-Barandiaran, A. &Oregui-González, E. (2018). Parental mediation of the Internet use of Primarystudents: beliefs, strategies and difficulties. [Mediación parental del uso de Internet en el alumnado de Primaria: creencias, estrategias y dificultades]. Comunicar, 54, 71-79. https://doi.org/10.3916/C54-2018-07

Ciência cidadã: compromisso, motivação e criação

Tradução de Tiago Mendes (Universidade do Minho/Portugal

 

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Envolver o público, nomeadamente os cidadãos, em projetos científicos com um papel participativo desde as primeiras etapas do processo é a base de um artigo científico publicado na Revista Comunicar número 54, intitulado «Diseño participativo de experimentos de cienciaciudadana» (Projeto participativo de experiências de ciência cidadã). Neste sentido, a ciência é realizada de forma colaborativa com a sociedade, com resultados otimistas tanto para os cidadãos como para os cientistas. Recebe o nome de “ciência participada” ou “ciência cívica”.

O caso analisado enquadra-se num projeto Europeu do programa Horizon 2020 cujo intuito é promover os cursos científicos e tecnológicos junto dos jovens. No projeto foram organizadas experiências de cocriação para desenvolver ensaios de ciência cidadã com três grupos diferentes de estudantes (um total de 95), de diferentes estabelecimentos do ensino secundário na zona de Barcelona.

Para se conseguir um projeto de investigação cocriado seguiu-se uma dinâmica de “designthinking” onde se desenvolveram sequências de interação entre os diferentes grupos de participantes. Partiu-se da premissa única de iniciar as sessões explicando um exemplo de um estudo prévio de ciência cidadã situado no espaço público, assim como a condição de focar a nova experiência num âmbito do comportamento humano.

O estudo analisa os sucessos, mas analisa também as limitações e lacunas de um projeto de ciência cidadã.

Pode consultar este artigo na seguinte hiperligação.

Consulte o sítio web deste projeto.

Referência bibliográfica: Senabre, E. Ferran-Ferrer, N. y Perelló, J. (2018). Diseño participativo de experimentos de cienciaciudadana [Participatory design ofcitizenscienceexperiments] Comunicar, 54, 29-38. DOI: https://doi.org/10.3916/C54-2018-03

Autora: Laura Lopez (post original em espanhol)

 

 

 

 

 

 

Ciencia ciudadana: compromiso, motivación y creación

MARZO 3, 2018

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Involucrar al público, a la ciudadanía en particular, en proyectos científicos con un rol participativo desde las primeras etapas del proceso es la base de un artículo científico publicado en la Revista Comunicar número 54, que lleva por título “Diseño participativo de experimentos de ciencia ciudadana”.  En este sentido,  la ciencia se lleva a cabo de forma colaborativa con la sociedad con  resultados optimistas tanto para ciudadanos como para científicos. Recibe el nombre de “ciencia participada” o “ciencia cívica”.

 

El caso analizado se enmarca dentro de un proyecto europeo del programa Horizon 2020 para fomentar las carreras de ciencia y tecnología entre la juventud, donde se  organizaron experiencias de co-creación para diseñar experimentos de ciencia ciudadana con tres grupos diversos de estudiantes (un total de 95), de diferentes centros de educación secundaria del área de Barcelona.

 

Para conseguir un diseño de investigación co-creado se siguió una dinámica de «designthinking» en la que se desarrollaron secuencias de interacción entre los diferentes grupos de participantes. Se partió de la única premisa de iniciar las sesiones explicando un ejemplo previo de experimento de ciencia ciudadana ubicado en el espacio público, así como la condición de centrar el nuevo experimento en algún ámbito del  comportamiento humano.

 

El estudio analiza los logros, pero también las limitaciones y las carencias de un proyecto de ciencia ciudadana.

 

Puede consultar el artículo en este enlace.

 

Consultar la web del proyecto.

 

Referencia bibliográfica: Senabre, E. Ferran-Ferrer, N. y Perelló, J.  (2018). Diseño participativo de experimentos de ciencia ciudadana [Participatorydesign of citizenscienceexperiments]. Comunicar, 54, 29-38. DOI: https://doi.org/10.3916/C54-2018-03

 

Ecologias de aprendizagem ubíqua para a cibercidadania crítica

Tradução de Inês Gantes de Albergaria (Universidade do Minho/ Portugal)

Autor: Enrique Martínez-Salanova

Para ver o artigo completo, clique aqui.

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O objetivo deste trabalho foi identificar e analisar a aprendizagem ubíqua adquirida em ambientes expansivos destinados à “formação contínua de formadores” e como estes influenciam a construção de uma cidadania consciente, crítica e comprometida. Analisaram-se as soft skills adquiridas para o desenvolvimento efetivo no trabalho ou na vida quotidiana, mediante a exploração ativa do processo formativo. Tratou-se, assim, de identificar a aprendizagem ubíqua, que costuma ser invisível para a educação formal. Com este propósito, o estudo de caso aqui apresentado recorre a uma triangulação de análise qualitativa e quantitativa de informação proveniente de várias fontes (questionários, entrevistas, observação participante, grupos de discussão, diários individuais e coletivos), que inclui análise de rede semântica das expressões dos participantes. Os resultados obtidos indicam que as soft skills relacionadas com a capacidade de desenvolvimento autónomo, o uso de meios e recursos transformadores, o incentivo à cooperação social, a resolução de desafios cognitivos e sociais, o fomento do compromisso cívico e da aprendizagem funcional, que gera a aprendizagem expansiva, podem tornar-se num instrumento para o empoderamento de pessoas, coletivos e movimentos sociais. Mas esta aprendizagem expansiva, como aprendizagem aberta e colaborativa, democrática e comprometida, requer um apoio consciente se se deseja que as gerações futuras não sejam apenas consumidoras, mas também produtoras colaborativas num mundo socialmente compartilhado.

Post original em espanhol

CINESOLAR: estação móvel de arte sustentabilidade, tecnologia e educomunicação

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Arte, sustentabilidade, tecnologia e educomunicação percorrem o território brasileiro desde 2013 de forma inovadora e criativa. Trata-se do Cinesolar, um cinema móvel que exibe filmes de curtas e longas-metragens com o uso da energia solar e desenvolve oficinas educomunicativas a partir de temas socioambientais. É o primeiro cinema itinerante do Brasil a utilizar a luz solar como fonte para transformar locais públicos em verdadeiros espaços de exibição.

Equipados com placas solares e um sistema conversor de energia, os veículos viajam pelas diversas regiões do Brasil realizando sessões gratuitas. Esta trajetória conta com o apoio de empresas nacionais, instituições governamentais e instituições internacionais como a fundação holandesa Doen,  Mercedez Benz, Google, além de fazer parte da rede internacional de cinema solar itinerante (Solar World Cinema).

O projeto, através de uma equipe multidisciplinar, promove oficinas educomunicativas que abordam os mais diferentes temas a partir dos pressupostos apresentados pela educomunicação, pela educação ambiental e pela sustentabilidade. Uma das grandes preocupações do Cinesolar é promover a inclusão social e envolver as comunidades das cidades visitadas. O projeto também tem como pretensão democratizar o acesso às produções audiovisuais, incentivar e promover a criação de produções locais que problematizem questões pertinentes à comunidade. Para isso elabora propostas de intervenção social, mediadas pela produção de conteúdo audiovisual, que mobilizam a comunidade a repensar e a expressar suas práticas cotidianas.

O Cinesolar é uma realização da Brazucah Produções em parceria com a Associação Cultural Simbora e a Semearte Productil.