Edição 64 da Revista Comunicar

64

Crianças, adolescentes e mídia na era das telas inteligentes: Riscos, ameaças e oportunidades

Vol. XXVIII, nº 64, Terceiro trimestre, 1 Julho 2020
Editores temáticos
Dr. Antonio García-Jiménez – Rey Juan Carlos University – Spain
Dr. Cristina Ponte – Nova University of Lisboa – Portugal
Dr. Félix Ortega-Mohedano – University of Salamanca – Spain

Apresentação       Texto completo em PDF

 

Dossiê

Sexting em adolescentes: prevalência e comportamentos. Mónica Ojeda, Sevilla (Espanha)Rosario del-Rey, Sevilla (Espanha)Michel Walrave, Amberes (Bélgica) & Heidi Vandebosch, Amberes (Bélgica)https://doi.org/10.3916/C64-2020-01

Uso infantil de dispositivos móveis: influência do nível socioeducativo materno. Mònika Jiménez-Morales, Barcelona (Espanha)Mireia Montaña, Barcelona (Espanha) & Pilar Medina-Bravo, Barcelona (Espanha)https://doi.org/10.3916/C64-2020-02

Uso desadaptativo das TICs em adolescentes: perfis, supervisão e estresse tecnológico. Adoración Díaz-López, Murcia (Espanha)Javier-Jerónimo Maquilón-Sánchez, Murcia (Espanha) & Ana-Belén Mirete-Ruiz, Murcia (Espanha)https://doi.org/10.3916/C64-2020-03

O rendimento escolar: novos recursos multimídia versus anotações tradicionais. Daniel Halpern, Santiago de Chile (Chile)Martina Piña, Santiago de Chile (Chile) & Constanza Ortega-Gunckel, Santiago de Chile (Chile)https://doi.org/10.3916/C64-2020-04

Práticas de mediação docente: oportunidades e riscos no comportamento midiático de jovens. Priscila Berger, Ilmenau (Alemanha)https://doi.org/10.3916/C64-2020-05

CALEIDOSCÓPIO

Bullying e cyberbullying: variáveis que influenciam na evasão universitária. Ana B. Bernardo, Oviedo (Espanha)Ellián Tuero, Oviedo (Espanha)Antonio Cervero, Oviedo (Espanha)Alejandra Dobarro, Oviedo (Espanha) & Celia Galve-González, Oviedo (Espanha)https://doi.org/10.3916/C64-2020-06

Novos gênios-empreendedores: itinerário e trajetórias de excelência educacional universitária. Claudia Möller-Recondo, Valladolid (Espanha) & Juan-Pablo D´Amato, Buenos Aires (Argentina)https://doi.org/10.3916/C64-2020-07

Alfabetização em e-Saúde dos jovens: credibilidade e qualidade da informação em saúde com smartphones na Índia. Vaageessan Masilamani, Chennai (Índia)Arulchelvan Sriram, Chennai (Índia) & Ann-Maria Rozario, Chennai (Índia)https://doi.org/10.3916/C64-2020-08

Sharenting: adição à Internet, autocontrole e fotografias online de menores de idade. Francisco-Javier Hinojo-Lucena, Granada (Espanha)Inmaculada Aznar-Díaz, Granada (Espanha)María-Pilar Cáceres-Reche, Granada (Espanha)Juan-Manuel Trujillo-Torres, Granada (Espanha) & José-María Romero-Rodríguez, Granada (Espanha).https://doi.org/10.3916/C64-2020-09

InContext: uma aplicativo móvel para melhorar as estratégias de aprendizagem na universidade. Claudia-A. Lerma-Noriega, Monterrey (Mexico)María-L. Flores-Palacios, Monterrey (Mexico) & Genaro Rebolledo-Méndez, Monterrey (Mexico)https://doi.org/10.3916/C64-2020-10.

A UNESCO reconhece internacionalmente a nossa revista ‘Comunicar’ com o ‘Global MIL Awards’ 2019, na Suécia

Tradução: Ana Barbosa (Univ. do Minho/ Portugal)

UNESCO

No congresso mundial ‘Global Media andInformationLiteracy’ (GAPMIL-UNESCO), celebrado na cidade sueca de Gotemburgo, de 24 a 31 de setembro de 2019, com a assistência dos líderes internacionais em ‘Media andInformationLiteracy’ da UNESCO (http://bit.ly/2lqEZTP), a revista científica ‘Comunicar’ e o seu editor-chefe, o catedrático desta universidade, Doutor Ignacio Aguaded, foram distinguidos com o GAPMIL Awards 2019 (http://bit.ly/2lpxXyO). Trata-se do maior reconhecimento da UNESCO neste campo, entre as mais de 70 candidaturas de todo o mundo apresentadas este ano.

A Global Alliance for Partnershipson Media andInformationLiteracy (GAPMIL-UNESCO) destaca o trabalho da ‘Comunicar’, editada pelo Grupo Comunicar há 27 anos, pelo seu incentivo à Alfabetização mediática, como a revista científica mais importante do mundo dentro da sua especialidade, centrada nas áreas da Educação, Comunicação, Ciências Sociais e Estudos Culturais. Esta revista encontra-se indexada em 726 bases de dados internacionais seletivas, é a 5ª revista do mundo na sua especialidade em Scopus (Q1, top 1% mundial) e a 9ª do mundo JCR (Q1, top 4% mundial), situando-se o 1º lugar do ranking mundial Google top100 em espanhol em 2019. Conta com um amplo conselho científico internacional e uma rede pública de 640 revisores científicos de 48 países dos cinco continentes. Nela foram publicados 1800 artigos com temas, autores e leitores internacionais desde 1993 no campo da Alfabetização mediática e informacional (AMI), nas suas múltiplas versões (bilingue em espanhol e inglês, e resumos em chinês e português).

Sem dúvida, este reconhecimento mundial valoriza alarga e variada trajetória da publicação no âmbito da alfabetização mediática e do Grupo Comunicar, associação Andaluz sem fins lucrativos, comunidade veterana em Espanha de ‘Media Literacy’ (desde 1983). Daniela Jaramillo e ArantxaVizcaíno, em representação do Grupo, se deslocaram até Gotemburgo para receber o prémio. Agradeceram à UNESCO e ao Comité Internacional este importante galardão e destacaram a importância de dar visibilidade científica à ‘Media andInformationLiteracy’ e a todas as vozes que a tornam possível. Por sua vez, o editor-chefe da revista, o Doutor Ignacio Aguaded expressou a sua satisfação pela distinção que se estendeu aos milhares de editores, revisores e autores que, com o seu trabalho, contribuem para a relevância social e científica deste tema na ‘sociedade dosecrãs’. Neste sentido, afirmou que a revista continuará a sua linha de progressão para ser o canal privilegiado dos investigadores do mundo em educomunicação.

Pode ouvir um extrato do ato em direto em Gotemburgo aqui

Post original em espanhol – Autora: maricaldeiro

Este post faz parte do projeto de tradução coordenado por Lola Lerma Sanchis e Lilian Ribeiro.

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O FoMO nos adolescentes, ou o medo de se sentirem excluídos

Tradução: Diana Marques e Patrícia Martins (Univ. do Minho/ Portugal)

FOMO

Poderão encontrar o artigo que comentamos no número 59 da revista Comunicar; foi escrito por Lidia-E. Santana-Vega, Ana Mª Gómez-Muñoz e Luis Feliciano-García, da Universidade de La Laguna, e apresenta um estudo que analisa o uso problemático do telemóvel, o “FearofMissing Out” (FoMO) e a comunicação parento-filial em estudantes entre os 12 e os 19 anos. 

Para os jovens da “Geração Z”, o telemóvel é uma ferramenta multiuso que facilita, em tempo real, a gestão tanto das suas relações sociais, como dos grupos a que pertencem. Embora   não seja prejudicial por si só, e o uso adequado possa até ter efeitos benéficos, é importante estudar os efeitos que provocam o uso excessivo, para clarificar as vulnerabilidades a que estão sujeitos os adolescentes face ao uso do telemóvel.

Neste estudo participaram 569 estudantes do ensino secundário de Maiorca, Valência e Tenerife. Entre os resultados é importante destacar a observação do uso problemático do telemóvel entre os estudantes destas idades, mediado pela síndrome FoMO e pela ansiedade, bem como em relação com a qualidade das relações parento-filiais. O telemóvel pode ser uma ferramenta para manter a comunicação e a ligação na idade adolescente, por isso é necessário estabelecer medidas que promovam um uso responsável do mesmo.

Podem aceder a este interessante artigo e lê-lo na íntegra, aqui.

Como citar este texto:

Santana-Vega, L., Gómez-Muñoz, A. & Feliciano-García, L. (2019). Adolescentsproblematic mobile phone use, FearofMissing Out andfamilycommunication .[Uso problemático del móvil, fobia a sentirse excluido y comunicación familiar de los adolescentes]. Comunicar, 59, 39-47. https://doi.org/10.3916/C59-2019-04

Post original em espanhol – Autora:

Este post faz parte do projeto de tradução coordenado por Lola Lerma Sanchis e Lilian Ribeiro.

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A geração Google deixou de ler em papel?

Tradução: Daniela Filipa Portela Miranda, Diana Catarina Rodrigues Bezerra (Univ. do Minho/ Portugal)

generaciongoogle

Um inquérito a uma amostra de 894 estudantes de cinco cursos de duas universidades chilenas permitiu conhecer os hábitos de leitura de indivíduos de idades e níveis de escolarização diferentes, assim como a sua opinião relativamente ao consumo de materiais de leitura.

Este artigo mostra os resultados de um estudo que descreve os hábitos relatados por estudantes universitários de duas áreas disciplinares (ciências humanas e ciências económicas e administrativas) relativos à leitura em formatos papel e digital para três fins: académico, entretenimento e procura de informação.

Os resultados revelam que os leitores têm uma tendência clara a preferir maioritariamente o papel, sem que a área disciplinar de origem influencie de forma radical as suas preferências.

Tudo isto, em geral, leva-nos a concluir que atualmente existe uma geração em transição «Gutenberg-Google», a qual ainda reconhece e dá grande importância ao suporte em papel, particularmente no que diz respeito a fins académicos.

Segundo as descobertas do presente estudo e outros relativamente semelhantes, nascer numa determinada época ou a partir de um ano um tanto messiânico (como 1993) não seria garantia «sine qua non» de ser um leitor eminentemente digital.

Isso significa que é necessário fazer uma distinção entre o uso de tecnologias para fins de entretenimento e diversão, e o uso de tecnologias para pesquisa de dados, para uso académico e para a construção de uma aprendizagem duradoura e solidamente construída.

Como citar o artigo:

Parodi, J., Moreno de León, T., Julio, C. & Burdiles, G. (2019). Generación Google o Generación Gutenberg: Hábitos y propósitos de lectura en estudiantes universitarios chilenos. [Google or Gutenberg Generation: Chilean university students’ reading habits and reading purposes]. Comunicar, 58, 85-94. DOI https://doi.org/10.3916/C58-2019-08

Post original em espanhol – Autora:  

Este post faz parte do projeto de tradução coordenado por Lola Lerma Sanchis e Lilian Ribeiro.

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A desinformação aviva a violência no meio da crise dos países sul-americanos

Tradução: Eliana Seara e Rafaela Oliveira (Universidade do Minho/ Portugal)

falsoAmérica do Sul tornou-se o cenário de uma crise política de grande complexidade que motivou tumultos e mudanças em alguns governos.

Fotografias, vídeos, declarações falsas e outras retiradas do contexto são difundidas em massa provocando pânico, ira e inusitadas ondas de violência. Este fenómeno está relacionado com três aspetos: o primeiro é a falta de informação que permita compreender o que acontece em cada país; o segundo é a  escassa credibilidade relativamente aos meios de informação tradicionais, o que levou os usuários a procurar meios alternativos, e a terceira é a falta de competências mediáticasdos usuários para distinguir a informação verdadeira da que não o é.

No Equador, as medidas económicas anunciadas pelo presidente Lenin Moreno no início de outubro foram rejeitadas por diversos setores sociais, os quais protagonizaram mobilizações durante 12 dias. Neste período tiveram lugar atos criminosos e violentos que obrigaram o governo a decretar estado de emergência.

Nas redes sociais tornaram-se virais fakenews sobre supostas interferências de outros países nas medidas económicas, o falso pagamento a migrantes venezuelanos com dinheiros públicos, a redução dos salários, a remissãode dívidas para milionários e empresários, mortes e atos de violência contra manifestantes por parte do Ministério da Defesa, entre outros.

De forma a combater a informação falsa, o governo levou a cabo uma campanha em massa de SMS através das três principais operadoras de telecomunicações do país. As mensagens tinham como objetivo desmentir os rumores que circulavam nas redes sociais e apaziguar as massas tendo em conta os atos de vandalismo registados a nível nacional.

O Chile vive um momento crítico desde o dia 18 de outubro, devido a medidas económicas adotadas pelo governo. Apesar de o presidente Sebastián Piñera ter decidido recuar com as decisões anunciadas, a onda de protestos tem vindo a aumentar pelos problemas acumulados ao longo das últimas décadas. O povo chileno pede mudanças na constituição.

Desaparecidos, cortes em serviços básicos, fogo posto em hospitais, escolas e outros recintos, planos extremistas para travar protestos, polícias a consumir drogas, declarações falsas do presidente, assassinato de manifestantes e outras foram as fakenews com maior difusão durante as quatro semanas de protestos.

Na Bolivia os protestos começaram a 20 de outubro depois de uma controversa contagem de votos da primeira volta das eleições presidenciais do país. Com 84% de votos apurados, os resultados apontavam para uma segunda volta, mas ao finalizar a mesma determinou-se o triunfo de Evo Morales, reeleito pela quarta vez.

A escassa transparência nos resultados finais provocou a onda de rumores sobre o tema: interferência russa a favor de Morales, informação comprometedora da oposição sobre Morales, a sua próxima com apoio militar, entre outros. A situação ficou fora de controlo com a divulgação de uma fotografia falsa de um jovem queimado por simpatizantes de Morales. Fruto da violência que despoletou esta informação, duas pessoas morreram e tentaram queimar uma outra como forma de represália, comprovando-se depois que a imagem correspondia a um acontecimento no México.

Está claro que a Internet possibilitou a criação de meios alternativos de informação, mas ainda é necessário investir na promoção do seu uso responsável e na formação dos usuários relativamente ao consumo da informação. Embora as crises nos países sul-americanos tenham as suas origens em medidas governamentais, descontentamento social, entre outros, também é verdade que a proliferação de fake news ajudou a agravar o panorama em todos os casos. O jornalismo ainda  tem muito a fazer: as tarefas de verificação, tradicionalmente desenvolvidas por eles, devem transcender até aos cidadãos, de modo a generalizar-se uma cultura de verificação da informação antes de partilhá-la.

Post original em espanhol – Autora: Claudia Rodríguez-Hidalgo

Projeto de Tradução coordenado por Lola Lerma Sanchis e Lilian Ribeiro.

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Criando Donald Trump: As aplicações no discurso político sobre o presidente dos Estados Unidos

Tradução: Eva Contreras da Cunha e Lara Sofia Dias (Univ. do Minho/ Portugal)

trumpO título da publicação de hoje corresponde a um ARTIGO publicado na última edição da Revista Comunicar. Recordam quando as fakes news invadiram a internet na época da campanha eleitoral norte americana? Agora vamos falar do crescimento das aplicações sobre Trump. Tudo aponta para novas tendências de criação de conteúdos através das plataformas online.  No artigo que comentamos hoje, destacam-se as motivações dos desenvolvedores, a sua decidida aposta nas aplicações como veículo ideal de expressão criativa no ecossistema digital a acessibilidade  atual do desenvolvimento das aplicações, o valor do contexto mediático para a eleição de uma personagem ou de um tema relevante como pedra angular.

Portanto, na publicação de hoje, apresentamos uma investigação que explora a criação e a mensagem das aplicações sobre o Donald Trump publicadas na plataforma Google Play desde junho de 2015 até janeiro de 2018. (n=412). O interesse do estudo deriva tanto dos seus objetivos como da sua metodologia. Por um lado, pretende-se detectar o perfil, motivações e propósitos dos desenvolvedores das aplicações sobre a figura de Donald Trump e, por outro, identificar as principais características dos discursos das aplicações mais descarregadas.

A investigação desenvolveu-se em duas frentes: um questionário qualitativo de perguntas abertas a desenvolvedores(n=376) e uma análise quantitativa do conteúdo da mensagem das aplicações que superaram os 5.000 downloads (n=117). O questionário identificou a influência da atualidade política nos desenvolvedorese as suas motivações de cariz ideológico e económico, enquanto que a análise do conteúdo revelou a tendência e a evolução dos temas, discursos e o posicionamento ideológico das aplicações mais populares sobre o Donald Trump.

Recomendamos a leitura completa AQUI.

Post original em espanhol – Autor: Paco Pavón  –

Projeto de Tradução coordenado por Lola Lerma Sanchis e Lilian Ribeiro.

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Arte+Ativismo: educação e/ou ação social?

Tradução: Ana Barbosa (Universidade do Minho/ Portugal)

artivismo

O artivismo constitui uma nova linguagem que surge da expansão da criação artística académica e museológica para espaços e lugares sociais. E não só, é também uma ferramenta educativa capaz de romper os papéis tradicionais da comunicação social.

Neste sentido, as doutoras Eva Aladro-Vico e DimitrinaJivkova-Semova da Universidade Complutense de Madrid, juntamente com a catedrática Olga Bailey da Universidade de Nottingham Trent (Reino Unido), apresentam no número 57 da Revista Comunicar uma investigação interessante onde confirmam que a força do artivismo não reside apenas na sua vanguarda estética, mas sim no seu poder revulsivo para mostrar a injustiça, a desigualdade ou o vazio no desenvolvimento humano. Como indicam, a linguagem utilizada é o que constitui a sua caraterística fundamental, uma linguagem atual de autonomia e liberdade.

Com este estudo inovador que estabelece conceitos, descrições linguísticas e funções culturais e educativas do artivismo, com exemplos à escala global, e explora o seu potencial como nova linguagem formativa, justificam a importância do fenómeno artivista em contextos reais de educação e na vida social.

Um trabalho que pode ser consultado em:

Aladro-Vico, E., Jivkova-Semova, D. &Bailey, O. (2018). Artivism: A new educative language for transformative social action. [Artivismo: Un nuevo lenguaje educativo para la acción social transformadora]. Comunicar, 57, 09-18. https://doi.org/10.3916/C57-2018-01

Autora do post original em espanhol: maricaldeiro

Esta tradução faz parte do projeto coordenado por Lola Lerma Sanchis e Lilian Ribeiro.

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Edição 63 apresenta debate necessário sobre igualdade de gênero, mídia e educação

Autora: Vanessa Matos

Dossiê antecipa debates que estão sendo pautados no cenário de pandemia por COVID-19

 Disponível gratuitamente desde o dia 1 de abril, a edição 63 da Comunicar apresenta artigos que se debruçam sobre uma tríade essencial para pensar uma aliança global, principalmente em tempos de pandemia e confinamento social. Apesar de não ter sido inicialmente planejada para este cenário, a edição antecipa debates importantes que agora estão sendo pautados emergencialmente por líderes do mundo todo, tais como a igualdade de gênero e o importante papel da mídia na difusão de informações educativas.

Oriundos de três diferentes continentes, os editores temáticos – Dra. María-Soledad Vargas-Carrillo da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso (Chile), Dr. Francisco-José García-Ramos da Universidade Complutense de Madrid (Espanha) e Dra. Alexandra Wake da Universidade RMIT (Austrália), selecionaram, para este dossiê, pesquisas que abordam a presença de conteúdos que versam sobre gênero em currículos de curso de Comunicação Social, a representação da mulher no YouTube, a influência dos stories do Instagram sobre a atenção segundo o gênero, abordagens da imprensa sobre o feminicídio e uma revisão sistemática sobre o tema da igualdade de gênero e TICS em contextos educativos.

A seção Caleidoscópio apresenta pesquisas sobre a importância da comunicação familiar e pedagógica no combate ao bullying (tanto em contextos presenciais quanto em virtuais), estudo do impacto dos laços de amizades em redes sociais virtuais entre alunos e professores, a relação entre depressão em adolescentes e uso abusivo da internet e várias outras investigações que, com certeza, ajudarão o leitor a compreender com mais profundidade os desafios e perspectivas dessa tríade tão necessária para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Acesse agora mesmo a Edição 63 da Revista Comunicar.

Edição 63 da Revista Comunicar

Igualdade de gênero, mídia e educação: Uma aliança global necessária

Vol. XXVIII, nº 63, Segundo trimestre, 1 Abril 2020

Editores temáticos
Dr. Francisco-José García-Ramos – Complutense University of Madrid – Spain
Dr. María-Soledad Vargas-Carrillo – Pontifical Catholic University of Valparaíso – Chile
Dr. Alexandra Wake – RMIT University – Australia

DOSSIÊ………………………………………………………………………APRESENTAÇÃO

Igualdade de gênero e TICs em contextos educativos formais: uma revisão sistemática. María-Paz Prendes-Espinosa, Murcia (Espanha)Pedro-Antonio García-Tudela, Murcia (Espanha) & Isabel-María Solano-Fernández, Murcia (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-01

Os estudos de gênero nos cursos de Comunicação. Francisco-José García-Ramos, Madrid (Espanha)Francisco-A. Zurian, Madrid (Espanha) & Patricia Núñez-Gómez, Madrid (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-02

A mulher no YouTube: representação e participação por meio da técnica Web Scraping. Uxía Regueira, Santiago de Compostela (Espanha)Almudena Alonso-Ferreiro, Vigo (Espanha) & Sergio Da-Vila, Santiago de Compostela (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-03

A influência dos stories do Instagram sobre a atenção e a emoção, de acordo com o gênero. Joan-Francesc Fondevila-Gascón, Barcelona (Espanha)Óscar Gutiérrez-Aragón, Gerona (Espanha)Meritxell Copeiro, Gerona (Espanha)Vicente Villalba-Palacín, Barcelona (Espanha) & Marc Polo-López, Barcelona (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-04

Vítimas e autores de feminicídio na linguagem da imprensa escrita mexicana. Elizabeth Tiscareño-García, Monterrey (Mexico) & Oscar-Mario Miranda-Villanueva, Monterrey (Mexico)https://doi.org/10.3916/C63-2020-05

SEO e os cibermeios: da empresa às salas de aula. Carlos Lopezosa, Barcelona (Espanha)Lluís Codina, Barcelona (Espanha)Javier Díaz-Noci, Barcelona (Espanha) & José-Antonio Ontalba, Valencia (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-06

CALEIDOSCÓPIO

A influência da comunicação familiar e pedagógica na violência escolar. Miguel Garcés-Prettel, Cartagena de Indias (Colômbia)Yanin Santoya-Montes, Cartagena de Indias (Colômbia) & Javier Jiménez-Osorio, Cartagena de Indias (Colômbia)https://doi.org/10.3916/C63-2020-07

Ser ou não ser amigo dos professores nas redes sociais: as perspectivas dos estudantes universitários. Zeynep Turan, Erzurum (Turquia)Levent Durdu, Kocaeli (Turquia) & Yuksel Goktas, Erzurum (Turquia)https://doi.org/10.3916/C63-2020-08

Vozes domesticadas e falsa participação: Anatomia da interação no podcasting transmedia. David García-Marín, Madrid (Espanha) & Roberto Aparici, Madrid (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-09

Usos problemáticos da internet e depressão em adolescentes: metanálise. Raquel Lozano-Blasco, Zaragoza (Espanha) & Alejandra Cortés-Pascual, Zaragoza (Espanha)https://doi.org/10.3916/C63-2020-10

Colaboração:

 

América Latina: Iniciativas de fact-checking, alternativas face às fake news

Tradução: Marisa Carneiro e Maria Moreira (Universidade do Minho/Portugal)

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No atual ecossistema informativo, a proliferação de fake news ganhou grande visibilidade, sobretudo por causa da instabilidade causada em diferentes contextos.

Os jornalistas, meios de comunicação, investigadores, governos, professores e a sociedade em geral, veem com preocupação a facilidade com que as informações intencionalmente modificadas circulam nas redes sociais e são partilhadas como verdadeiras.

A proliferação das fake news requer atenção e ação imediata, as medidas tomadas até ao momento pelos governos de diferentes países têm sido escassas e pouco efetivas e, na maioria dos casos, está relacionada com a regulação da internet, o que abre espaço a iminentes formas de censura.

Face a isto, a partir de diferentes países as iniciativas de fact-checking a nível global parecem ser, neste momento, a alternativa para fazer frente à desinformação, enquanto se consolidam processos de alfabetização mediática e digital, que seriam a alternativa a longo prazo.  Isto não descarta a necessidade de um melhor exercício jornalístico centrado nos princípios éticos da profissão.

Um fator chave das iniciativas de fact-checking, que nos últimos meses tem ganhado popularidade nos países da América Latina, é que todas elas são lideradas por jornalistas que assumiram a responsabilidade de verificar notícias e rumores difundidos através das redes sociais.

A grande maioria destas iniciativas têm surgido de forma independente, outras partem de grupos de investigação ou de faculdades de comunicação e jornalismo, e o seu financiamento provém de atividades de crowdfunding,  entre outras merecedoras de análise, uma vez que, além do mais, constituem novos modelos de negócio no jornalismo.

No entanto, a verificação da informação não é um exercício recente, nem que surgiu no contexto das notícias falsas; de acordo com o blog Periodismo en las Américas delKnightcentersites de fact-checking surgiram a partir de 2014 na América Latina, e em 2010 já existiam nos Estados Unidos.

Na página do Duke Reporters’ Lab podemos verificar a existência de 20 espaços online de fact-checking em países como México, Cuba, Venezuela, Argentina, Chile, Brasil, Colômbia e Uruguai, Equador, Peru, El Salvador e Guatemala.

Certamente, o processo de verificação de informação deve ser maioritariamente desenvolvido não só por jornalistas e meios de comunicação, mas também pelo cidadão que consome a informação.Apesar disso, as iniciativas que deram início ao processo confirmam que a formação dos jornalistas é imperativa, assim como o desenvolvimento de competências no uso e consumo da informação de forma geral.

 Post original em espanhol – Autora: Claudia Rodríguez-Hidalgo

Esta publicação faz parte do projeto de tradução coordenado por Lola Lerma Sanchis e Lilian Ribeiro.

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